Municípios paulistas investem R$ 227 milhões na instalação de 63 hospitais de campanha

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Até o final de maio, 59 municípios paulistas – no interior, no litoral e na Região Metropolitana – investiram recursos para a montagem e a operação de hospitais de campanha para enfrentamento da pandemia da COVID-19. Levantamento realizado pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) aponta que, até o dia 31 de maio, já haviam sido gastos mais de R$ 227 milhões para o funcionamento dessas estruturas.

Os dados, colhidos pela Corte de Contas junto às 644 Prefeituras fiscalizadas – exceto a Capital de São Paulo –, estão disponíveis para acesso público por meio da interface ‘Painel COVID-19’, ferramenta desenvolvida pelo TCESP que disponibiliza ao usuário informações sobre os recursos que estão sendo usados pelas administrações municipais no combate ao novo coronavírus. As consultas podem ser feitas por meio do link https://bit.ly/3duVcfL.

No último dia 22 de junho, pela primeira vez desde o decreto de pandemia da Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de casos registrados no interior e na Região Metropolitana paulista superou as ocorrências do coronavírus na Capital, que até então era considerada o epicentro do vírus.

. Estruturas

Representando 9,19% das Prefeituras fiscalizadas pela Corte, os 59 municípios, juntos, investiram um total de R$ 227.874.943,71 na montagem das estruturas. Desse valor, R$ 193.454.320,46 já foram gastos pelas administrações.

O gerenciamento dos hospitais de campanha, em 53,9% dos casos, é realizado por empresas terceirizadas. Os valores dos contratos firmados com as empresas que gerenciam as unidades atingem a cifra de R$ 1.039.050.929,68. O restante – um percentual de 46% – é administrado pelas próprias Prefeituras.

Até o dia 3 de junho, data em que o levantamento do TCE foi finalizado, os hospitais dispunham de 439 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), 1.599 leitos hospitalares e 1.179 leitos para pacientes em estágio de observação.

As informações, colhidas pela Corte na forma de questionários de preenchimento obrigatório, tem data-base até o dia 31 de maio, e o levantamento foi consolidado na forma de Relatório Gerencial no dia 3 de junho. A próxima atualização da ferramenta, a ser realizada mensalmente pelo TCE, será relativa aos atos praticados até 31 de junho.

Fonte: Tribunal de Contas do Estado de São Paulo – 26/06/2020