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CNM – Dia Mundial da Alimentação: protagonismo municipal no avanço da Segurança Alimentar e Nutricional

Dia Mundial da Alimentação: CNM destaca o protagonismo municipal na segurança alimentar e nutricional

Dia Mundial da Alimentação: protagonismo municipal no avanço da segurança alimentar e nutricional

Nesta sexta-feira, 16 de outubro, é comemorado o Dia Mundial da Alimentação, data criada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para mobilizar a comunidade internacional em prol da segurança alimentar global. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) reconhece o papel dos Municípios brasileiros no avanço da segurança alimentar no país, mas ressalta que a superação da desigualdade socioeconômica e o fortalecimento estrutural da gestão municipal continuam sendo os principais desafios para assegurar o Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA).

Brasil fora do Mapa da Fome e avanços na segurança alimentar

De acordo com dados do relatório SOFI, elaborado pela FAO em parceria com outras entidades, o Brasil se consolidou fora do Mapa da Fome, impulsionado por uma redução histórica nos índices de insegurança alimentar. No triênio de 2023 a 2025, o percentual da população sob risco de subalimentação caiu para menos de 2,5%, atingindo o patamar técnico exigido pela FAO. O balanço aponta que a insegurança alimentar severa despencou para o menor nível da série histórica, a 0,6%, o que significa que cerca de 16,7 milhões de brasileiros deixaram de passar fome no período. Embora o custo médio de uma dieta saudável no país (US$ 4,89) tenha se mantido como o menor da América do Sul, o documento faz um alerta: 21,1% da população ainda enfrenta limitações financeiras para garantir refeições plenamente nutritivas todos os dias, evidenciando que o combate à desigualdade de renda continua sendo o principal desafio estrutural.

Indicadores destacados pela CNM com base no relatório SOFI:

  • Menos de 2,5%: percentual da população brasileira sob risco de subalimentação no triênio de 2023 a 2025.
  • 0,6%: índice de insegurança alimentar severa informado no balanço.
  • 16,7 milhões: brasileiros que deixaram de passar fome no período, conforme os dados apresentados.
  • US$ 4,89: custo médio de uma dieta saudável no Brasil.
  • 21,1%: parcela da população que ainda enfrenta limitações financeiras para garantir refeições plenamente nutritivas todos os dias.

Fortalecimento da gestão municipal e das políticas de segurança alimentar

Essa conquista demonstra que políticas públicas integradas, com protagonismo municipal e compromisso federativo, são capazes de superar desafios históricos. Para a CNM, os resultados reforçam a importância de fortalecer a capacidade de gestão local para implementar ações contínuas de Segurança Alimentar e Nutricional. A entidade defende a estruturação de mecanismos permanentes e previsíveis de financiamento para assegurar a sustentabilidade dos projetos nos territórios, destacando que a articulação interfederativa é o caminho para avançar na construção de sistemas alimentares saudáveis e sustentáveis e no Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA).

Dia Mundial da Alimentação

Sob o lema “Inovar hoje para nutrir amanhã”, a edição deste ano destaca a urgência de enfrentar um cenário desafiador. Embora o planeta produza alimentos suficientes para toda a população, 645 milhões de pessoas enfrentam a fome e 2,69 bilhões não conseguem pagar por uma dieta saudável.

Crises climáticas, conflitos e desafios dos sistemas agroalimentares

As crises climáticas, os conflitos armados, que foram a principal causa da fome aguda em 20 países no último ano, e a degradação dos solos pressionam severamente os sistemas agroalimentares. Para transformar essa realidade, a FAO defende uma ação coletiva focada em inovação, investimentos em pesquisa e na valorização de jovens, povos indígenas e agricultoras.


Fonte: Confederação Nacional de Municípios – CNM.

Acessado no dia 19 de outubro de 2026.

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