
MMM apresenta dados da Operação Mulher Segura 2026 e boas práticas de prevenção à violência contra mulheres
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) divulgou dados sobre a Operação Mulher Segura 2026, em 141 dias, 57.790 agressores foram presos e 228 mil vítimas foram atendidas em todo o país. O Movimento Mulheres Municipalistas (MMM) alerta para a gravidade dos elevados números registrados no relatório e destaca a importância dos Municípios para atuar nessa frente.
O Brasil enfrenta uma crescente nos casos de violência contra a mulher, com recordes a cada ano, por isso operações de repreensão são fundamentais para buscar reverter esse cenário. Neste sentido, o MMM destaca iniciativas que promovam medidas repressivas e ações sociais e educativas focadas na prevenção, acompanhamento de mulheres com medidas protetivas, atendimento a vítimas e realização de visitas preventivas.
Operação Mulher Segura 2026: principais resultados
O relatório aponta que foram realizadas 49.129 prisões em flagrante e 8.661 por mandados judiciais. Entre os delitos mais registrados, estão lesão corporal (16.644), ameaça (15.019) e descumprimento de medidas protetivas de urgência (4.949), que, juntos, somam 36.612 registros.
Principais números da Operação Mulher Segura 2026:
- 141 dias de operação.
- 57.790 agressores presos em todo o país.
- 228 mil vítimas atendidas.
- 49.129 prisões em flagrante.
- 8.661 prisões por mandados judiciais.
- 155.641 acompanhamentos de medidas protetivas de urgência.
- 50.239 visitas preventivas.
- 669.945 pessoas contempladas por ações educativas presenciais.
- 4.253 Municípios brasileiros alcançados pela operação.
Ao todo, foram realizados 155.641 acompanhamentos de medidas protetivas de urgência e 50.239 visitas preventivas. Quanto às ações educativas presenciais, 669.945 pessoas foram contempladas. Ao todo, 123.878 policiais e 44.906 viaturas foram mobilizados pelo País, o que permitiu alcance a 4.253 Municípios brasileiros.
Distribuição regional das prisões e dos atendimentos
Entre as regiões, o Sul concentra o maior percentual de prisões no âmbito da operação (36%), seguido pelo Centro-Oeste (26%), Sudeste (18%), Nordeste (15%) e Norte (4%). O Sudeste concentra o maior percentual de vítimas atendidas, com 33%.
Para a Senasp, o aumento do número de prisões, que tem a média de 11 mil por mês, resulta da coordenação entre as forças dos entes federados e a maior conscientização da sociedade. A ação tem caráter permanente e é esperado pelo MJSP que 100 mil agressores sejam apreendidos.
Patrulha Maria da Penha: importância da atuação municipal
Apesar da ação unificada pela a Operação Mulher Segura, a CNM destaca que os Municípios, como entes estratégicos integrantes do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), possuem um papel fundamental no acompanhamento dos casos e no monitoramento das vítimas e agressores.
As Patrulhas Maria da Penha são unidades operacionais das Polícias Militares e Guardas Municipais especializadas no atendimento a mulheres e meninas vítimas de violência doméstica e familiar. O objetivo é oferecer atendimento humanizado e qualificado por meio de ações interdisciplinares para prevenir a reincidência de casos.
Boa prática municipal: ações de prevenção à violência em Leme do Prado (MG)
Além de atividades de policiamento comunitário e acompanhamento de vítimas com Medida Protetiva de Urgência (MPU) naqueles territórios que possuem guarda municipal, os Municípios têm papel fundamental na prevenção à violência. É o caso da Prefeitura Municipal de Leme do Prado (MG), cuja secretária de Administração, Luciana Alves, lidera palestras em escolas e fala abertamente com jovens e mulheres sobre bullying, violência contra as mulheres, depressão e ansiedade.
Junto ao esposo dela, que é comandante do destacamento do Município e policial militar, Luciana Alves utiliza dos conhecimentos em Kung Fu Tchuen para ensinar disciplina, autocontrole e desenvolvimento humano a crianças e adolescentes da cidade. A iniciativa da secretária, que atuou como policial penal por mais de dez anos, é uma boa prática para maior conhecimento da população, disseminação da cultura de paz e acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade. Para ela, sua missão “não é mais conter as consequências da violência, mas impedir que ela aconteça”.
MMM reforça a importância das políticas municipais de prevenção
O MMM destaca a importância da atuação municipal voltada aos casos de violência contra mulheres e meninas, seja por meio de iniciativas próprias, parcerias com o governo estadual ou programas de conscientização.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.
Fonte: Confederação Nacional de Municípios – CNM.
Acessado no dia 27 de outubro de 2026.

